O idoso não quer comer: o que causa a falta de apetite e como resolver?
- Margherita Mizan

- 21 de jan.
- 3 min de leitura
Ver um familiar idoso recusar as refeições é uma das situações que mais preocupa os cuidadores e filhos. A alimentação não é apenas uma necessidade biológica; ela é um símbolo de vida, afeto e cuidado. Quando o apetite diminui, a sensação de impotência da família costuma ser grande.
A falta de apetite na terceira idade, conhecida tecnicamente como hiporexia, pode ter diversas origens. O segredo para resolver o problema não está em "forçar" a comida, mas sim em entender o que o corpo e a mente do idoso estão tentando comunicar.
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Entenda as causas físicas da falta de apetite
Com o passar dos anos, o corpo passa por mudanças naturais que influenciam diretamente a fome. Algumas das causas mais comuns incluem:
Alterações no paladar e olfato: O número de papilas gustativas diminui, tornando a comida "sem graça" ou amarga.
Saúde bucal e mastigação: Próteses mal ajustadas, gengivas sensíveis ou dificuldades de deglutição (disfagia) tornam o ato de comer doloroso ou cansativo.
Digestão mais lenta: O metabolismo desacelera e o estômago demora mais para esvaziar, fazendo com que o idoso se sinta cheio por muito mais tempo.
Efeito colateral de medicamentos: Muitos remédios usados para pressão ou controle de doenças crônicas podem alterar o sabor dos alimentos ou causar náuseas.
Observe os fatores emocionais e psicológicos
Nem sempre o problema é físico. O estado emocional desempenha um papel crucial na vontade de comer. A depressão e a solidão são causas frequentes de inapetência.
Se o idoso passou a comer sozinho com frequência ou perdeu o interesse em atividades que antes gostava, a falta de apetite pode ser um sinal de alerta para a saúde mental. Além disso, quadros de demência em estágio inicial podem fazer com que a pessoa simplesmente "esqueça" de comer ou perca a capacidade de reconhecer os utensílios e alimentos.
Dicas práticas para incentivar a alimentação
Para resolver a falta de apetite, pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença:
Fracione as refeições: Em vez de três grandes pratos, ofereça pequenas porções de 5 a 6 vezes ao dia. É menos intimidador para quem está sem fome.
Cuide da apresentação: Um prato colorido e bem arrumado estimula o desejo visual de comer.
Capriche na hidratação: Às vezes, a desidratação é confundida com falta de apetite. Ofereça água, sucos e chás ao longo do dia.
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Crie um ambiente acolhedor na hora das refeições
O momento da refeição deve ser prazeroso, não um campo de batalha. Evite discussões ou cobranças excessivas à mesa. Se possível, garanta que o idoso tenha companhia.
O convívio social é um dos maiores estímulos para o apetite na terceira idade. Transformar o almoço em um momento de conversa e troca de afeto pode mudar a percepção dele sobre a comida.
Perguntas frequentes
Quando a falta de apetite no idoso se torna preocupante?
Sempre que houver perda de peso involuntária, fraqueza extrema, desidratação ou se a recusa alimentar durar mais de dois dias seguidos. Nesses casos, a avaliação médica é indispensável.
Posso usar estimulantes de apetite por conta própria?
Não é recomendado. Medicamentos para abrir o apetite podem ter efeitos colaterais sérios em idosos, como sonolência excessiva ou tontura. O ideal é investigar a causa com um geriatra ou nutricionista.
O que oferecer quando o idoso recusa a comida sólida?
Pode-se optar por alimentos pastosos, purês enriquecidos, vitaminas de frutas ou suplementos nutricionais indicados por profissionais, garantindo que ele receba os nutrientes necessários sem o esforço da mastigação.
Como saber se a falta de apetite é sinal de depressão?
Se além de não querer comer, o idoso apresentar isolamento social, choro frequente, alteração no sono ou desinteresse por hobbies, é fundamental buscar uma avaliação psicológica ou geriátrica.
Cuidar da alimentação de um idoso exige paciência e um olhar atento aos detalhes. Muitas vezes, o que parece ser uma "teimosia" é apenas um desconforto físico ou uma necessidade de carinho.
Na Sanii, ajudamos famílias a identificar esses sinais e a estruturar uma rotina de cuidados que respeite o tempo e a individualidade de cada pessoa.
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