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O que fazer quando o idoso para de andar? Como manter a dignidade e evitar complicações

A perda da capacidade de caminhar é um dos momentos mais impactantes na jornada de cuidado. Para o idoso, é o luto pela perda da independência; para a família, é o surgimento de um medo constante sobre o que vem a seguir.


Ver quem sempre nos guiou agora precisar de apoio total para se deslocar dói, mas a forma como reagimos a essa mudança define diretamente a saúde e o bem-estar emocional do idoso.


Quando as pernas deixam de obedecer, nossa missão principal passa a ser evitar que a imobilidade se transforme em isolamento.



O impacto imediato da imobilidade e o que observar


Antes de focar na logística, precisamos olhar para a saúde física. Um idoso que para de andar corre riscos silenciosos. O primeiro deles é a atrofia muscular acelerada. Sem o estímulo do peso do próprio corpo, os músculos enfraquecem em dias, e as articulações podem começar a "travar" em posições desconfortáveis.


Além disso, a circulação sanguínea fica prejudicada. É por isso que muitos idosos que deixam de caminhar apresentam inchaço excessivo nos pés e pernas. Se você notar que uma perna está muito mais inchada ou vermelha que a outra, procure auxílio médico imediatamente, pois pode ser sinal de uma trombose.


Sente que a rotina de cuidados ficou pesada demais após essa mudança na mobilidade do seu familiar? Converse com a Sanii pelo WhatsApp. Nós ajudamos a adaptar o cuidado técnico com a humanização que o momento exige.


Como adaptar a casa sem transformar o lar em um hospital


A transição para a imobilidade exige mudanças estruturais, mas tente manter o ambiente com "cara de casa". O quarto precisa ser o centro de operações:


  • A escolha da cama: Se o idoso passa a maior parte do tempo deitado, uma cama hospitalar pode ser necessária para facilitar a alimentação e a higiene, mas você pode usar roupas de cama bonitas e manter fotos de família por perto.


  • Circulação de ar e luz: Posicione a poltrona ou a cama de forma que o idoso consiga ver o movimento da casa ou a janela. O isolamento visual acelera o declínio cognitivo.


  • Acessibilidade real: Retire tapetes, fios e móveis pequenos do caminho. Mesmo que ele não ande, você precisará de espaço para manobrar cadeiras de rodas ou de banho sem causar batidas ou desconforto.



O cuidado com a pele e a respiração


O corpo parado "pesa" mais sobre a pele. As escaras (feridas de pressão) surgem com uma velocidade assustadora em idosos frágeis. A regra de ouro aqui é o rodízio: a cada duas horas, mude a posição do idoso, mesmo que seja apenas um pequeno ajuste lateral com almofadas.


Outro ponto que poucos familiares sabem é que a imobilidade afeta os pulmões. Quando ficamos muito tempo deitados, a respiração fica mais superficial, facilitando o acúmulo de secreções e o risco de pneumonias. Incentive o idoso a fazer exercícios respiratórios simples, como assoprar um canudo em um copo d'água, se ele tiver condições cognitivas para isso.



Mantendo a dignidade e a saúde emocional


Talvez o ponto mais sensível seja como o idoso se sente. Pare de fazer tudo por ele. Se ele ainda consegue usar as mãos, deixe que ele se penteie, que segure o copo ou que escolha a roupa que vai usar. A perda da marcha não pode significar a perda da vontade.


Evite falar dele como se ele não estivesse presente. Inclua-o nas decisões e nas conversas da mesa, mesmo que ele esteja em uma cadeira de rodas ou na poltrona. O afeto é o melhor antídoto contra a depressão que a imobilidade costuma trazer.



Precisa de apoio para realizar transferências seguras ou quer um plano de fisioterapia domiciliar? Chame a Sanii no WhatsApp e vamos montar juntos uma estratégia de cuidado.

Perguntas frequentes


Se o idoso parou de andar, ele nunca mais vai voltar a caminhar?

Depende da causa. Se for decorrente de uma queda ou cirurgia, a fisioterapia intensiva pode recuperar parte da marcha. Se for por avanço de doenças neurológicas ou fragilidade extrema, o foco passa a ser manter o conforto e a mobilidade passiva para evitar dores.


Qual a melhor cadeira para um idoso que não anda mais?

Para dentro de casa, o ideal é uma poltrona do papai que seja firme e confortável para passar o dia. Para deslocamentos, uma cadeira de rodas com boa densidade de espuma e apoio de pés regulável é essencial para não prejudicar a postura.


Como evitar que o idoso fique deprimido após perder a marcha?

A chave está na socialização e no propósito. Tente trazê-lo para as áreas comuns da casa e mantenha hobbies que não dependam das pernas, como música, leitura, jogos manuais ou simplesmente conversar sobre as notícias do dia.


Quantas vezes por dia devo mudar o idoso de posição?

O ideal é que ele não permaneça na mesma posição por mais de duas horas seguidas enquanto estiver acordado. Se estiver dormindo, use travesseiros de apoio para aliviar os pontos de pressão (calcanhares, quadril e ombros).

 
 
 

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