Perda auditiva no idoso: sinais e riscos para a segurança
- Margherita Mizan

- 20 de jul.
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de jul.
A perda auditiva no idoso costuma se instalar de forma tão gradual que a própria pessoa demora a perceber - e, quando percebe, muitas vezes evita admitir por vergonha ou medo de parecer mais "velha". O resultado é um problema que se agrava em silêncio, com impacto direto na comunicação, na segurança e até no risco de isolamento social.
Reconhecer os sinais cedo e tratar o assunto sem julgamento facilita a aceitação de exames e, quando indicado, do uso de aparelhos auditivos - que hoje são bem mais discretos e eficazes do que a maioria das pessoas imagina.
Por que a perda auditiva costuma ser subestimada
Por ser progressiva, a perda auditiva não chega como um evento único e perceptível - é o cérebro se adaptando aos poucos a ouvir cada vez menos, o que atrasa a percepção do próprio problema. Some-se a isso o estigma em torno do uso de aparelhos auditivos, muitas vezes associado ao envelhecimento de forma negativa, e o resultado é um adiamento médio de anos entre o início da perda e a primeira avaliação.
Sinais de que o idoso pode estar perdendo audição
Pedir para repetir frases com frequência, aumentar o volume da televisão além do habitual, evitar conversas em grupo ou em ambientes barulhentos, dificuldade ao telefone e respostas que não correspondem ao que foi perguntado são sinais comuns. Muitas vezes, é a família que percebe primeiro - e cabe a ela trazer o assunto com delicadeza.
Os riscos que vão além da comunicação
A perda auditiva não tratada está associada a maior isolamento social, o que por sua vez aumenta o risco de depressão no idoso, e também a maior risco de quedas, já que o sistema auditivo participa do equilíbrio e da percepção do ambiente. Não ouvir bem também significa não perceber alarmes, campainhas ou chamados de socorro - um ponto que se conecta diretamente à
prevenção de quedas em idosos e à segurança geral em casa.
Como ajudar
O primeiro passo é uma avaliação com otorrinolaringologista e um exame de audiometria. Ao conversar, posicione-se de frente para o idoso, fale em ritmo normal (não mais alto e sim mais claro) e garanta boa iluminação para que ele possa apoiar-se na leitura labial. Se indicado, os aparelhos auditivos atuais são discretos e programáveis - a adaptação costuma levar algumas semanas, e vale ter paciência nesse processo.



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