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Vacinação do idoso: quais vacinas tomar e quando

Atualizado: 27 de jul.

Com o avanço da idade, o sistema imunológico responde de forma mais lenta e menos eficiente a infecções - fenômeno conhecido como imunossenescência. É por isso que a vacinação do idoso tem um peso ainda maior do que em outras fases da vida: reduz o risco de formas graves de doenças que, para essa faixa etária, podem significar internação prolongada ou complicações sérias.

Manter o calendário vacinal em dia é uma das medidas de prevenção mais simples e com maior impacto na saúde do idoso - e, ainda assim, é frequentemente esquecida ou adiada pela rotina do dia a dia.

Por que a vacinação é ainda mais importante depois dos 60

Doenças que em adultos jovens costumam ter curso leve, como a gripe, podem evoluir para pneumonia e internação em idosos. A resposta vacinal também tende a ser um pouco menor nessa idade, o que reforça a importância de reforços e da vacinação anual em alguns casos, como a da gripe.

Principais vacinas recomendadas

Entre as mais indicadas para idosos estão: a vacina da gripe (influenza), aplicada anualmente; a vacina pneumocócica, que protege contra formas graves de pneumonia; a vacina contra herpes-zóster, indicada especialmente após os 50-60 anos; o reforço de dTpa (difteria, tétano e coqueluche); e os reforços de covid-19, conforme orientação vigente. A indicação exata varia conforme idade, histórico vacinal e condições de saúde, por isso vale confirmar com o médico ou na UBS.

Como organizar a rotina vacinal

Manter a caderneta de vacinação atualizada e acessível - inclusive para quem acompanha a saúde do idoso à distância - facilita o planejamento. A rede pública oferece boa parte do calendário do idoso gratuitamente nas UBS. Incluir a checagem de vacinas na rotina de acompanhamento de saúde, junto com outros hábitos do nosso guia para envelhecer em casa com segurança, evita que doses fiquem para trás por falta de lembrete.

Cuidados antes e depois da vacina

Reações leves como dor no local da aplicação, febre baixa ou mal-estar passageiro são esperadas e não devem ser motivo para evitar futuras doses. Manter hidratação, repouso leve no dia da aplicação e observar sinais incomuns nas primeiras 48 horas é suficiente na maioria dos casos. Dúvidas sobre interação com outras condições de saúde devem sempre ser tiradas com o médico responsável antes da aplicação.

 
 
 

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