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A Culpa do Filho(a): Como lidar com a sensação de "não estar fazendo o suficiente"

  • Foto do escritor: Sanii
    Sanii
  • 29 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Se existe um sentimento que caminha de mãos dadas com o envelhecimento dos pais, esse sentimento é a culpa. Ela chega de mansinho, muitas vezes disfarçada de preocupação, e se instala na rotina de filhos que, de repente, se veem na posição de pais dos seus próprios pais.


Talvez você já tenha se pegado pensando, no meio de uma reunião de trabalho, que deveria estar com sua mãe. Ou talvez, ao chegar em casa exausto após um dia longo, tenha sentido um aperto no peito por não ter tido paciência suficiente quando seu pai repetiu a mesma história pela décima vez. E, claro, existe aquela voz interna cruel que sussurra: "se você fosse um filho melhor, você cuidaria de tudo sozinho".

É preciso falar sobre essa voz. Porque ela não está apenas errada; ela é perigosa para a sua saúde e para a qualidade do cuidado que você oferece.



A Matemática impossível do cuidado


A primeira coisa que precisamos desconstruir é a ideia do "super-filho". Nossa cultura carrega uma expectativa silenciosa de que retribuir o amor dos pais significa assumir integralmente a rotina deles. Mas o cenário mudou. Quando nossos pais cuidaram de nós, provavelmente a dinâmica familiar e de trabalho era outra.


Hoje, cuidar de um idoso fragilizado ou acamado é uma demanda de 24 horas que exige força física, conhecimento técnico de enfermagem, paciência de monge e disponibilidade total. Tentar encaixar essa "profissão" dentro de uma rotina onde você já é profissional, cônjuge e pai ou mãe de seus próprios filhos é uma conta que não fecha.


Quando você tenta abraçar o mundo e fazer tudo sozinho, o resultado inevitável é a exaustão. E um cuidador exausto falha. Não por falta de amor, mas por falta de recursos humanos e emocionais. É nesse momento que a paciência acaba, a irritação surge e, logo em seguida, a culpa redobra, criando um ciclo vicioso de sofrimento.



Delegar a tarefa para preservar a relação


Existe uma diferença fundamental entre "cuidar" e "fazer os procedimentos". Trocar fraldas, dar banho no leito, administrar medicações complexas e fazer transferências de peso são procedimentos. Segurar a mão, ouvir histórias antigas, assistir a um filme juntos e garantir que aquele idoso se sinta amado são atos de cuidado e vínculo.


Muitos filhos relatam que, ao assumirem a parte pesada e técnica da rotina, deixaram de ser filhos para se tornarem enfermeiros improvisados. A relação se desgasta na fricção do dia a dia, nas brigas para tomar banho, na dor nas costas após o esforço físico.

Entender isso é a chave para virar a chave da culpa: pedir ajuda profissional não é abandonar. Pelo contrário, é um ato de preservação do vínculo familiar.


Quando você delega as funções técnicas e desgastantes para um profissional capacitado, você ganha o privilégio de voltar a ser filho. Você pode chegar na casa dos seus pais e aproveitar o tempo de qualidade, sabendo que a higiene, a alimentação e a segurança já foram garantidas com excelência.



Você não precisa carregar o mundo nas costas


Aceitar que seus pais envelheceram e que precisam de mais ajuda do que você consegue dar sozinho é um processo de luto. Dói ver a fragilidade de quem sempre foi nossa fortaleza. Mas transformar essa dor em auto-sacrifício não ajuda ninguém.

Seu pai ou sua mãe precisam de você bem. Eles precisam de você equilibrado, descansado e capaz de tomar as melhores decisões para a vida deles, o que é impossível fazer quando se está à beira de um colapso nervoso (Burnout).


Na Sanii, nós convivemos diariamente com famílias que passaram exatamente por esse dilema. Vemos, todos os dias, o alívio no rosto de filhos que perceberam que trazer um cuidador profissional para dentro de casa não foi um ato de desistência, mas sim a melhor forma de garantir dignidade para o idoso e saúde mental para a família.


Não deixe a culpa ditar as regras da sua vida. Se você sente que está chegando no seu limite, respire. Você está fazendo o seu melhor. E, às vezes, o melhor que podemos fazer é ter a humildade de pedir apoio especializado.


Quer conversar sobre como podemos dividir esse peso com você? Entre em contato com a equipe da Sanii. Estamos aqui para cuidar de quem você ama e acolher você também.

 
 
 

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